Verão está na área ..e o amor no ar!
As férias chegaram e a previsão é de tempo bom para engatar um amor de praia, acampamento, interior... Pode ser que ocorram pancadas de chuva no final, mas o gostoso mesmo é aproveitar os dias de sol e calor para ficar bonita e bronzeada, conhecer gente nova, encontrar velhos amigos e, quem sabe, fazer um romance subir a serra. Por Elane Schoenfeld
Emily Souza, de 16 anos, passava um final de semana de verão em uma praia do litoral paulista, quando conheceu Mohamed. Na época ela tinha 14 e ele 17. No calçadão da praia, os dois ficaram trocando olhares... Até que iniciaram um bate papo que durou horas. "Ficamos na beira do mar conversando das oito da noite até às duas da manhã. Parecia que nos conhecíamos há bastante tempo. Eu ria muito, pois ele era engraçado.
Contava suas aventuras, sobre sua família e eu, a cada instante, ficava mais encantada." E o primeiro beijo surgiu como presente. "Era véspera do meu aniversário de 15 anos e, à meia-noite, ele me pegou no colo e ganhei um beijo", conta animada com a recordação. Como quaaase todo amor de verão tem prazo de validade, com Emily não foi diferente.
O romance terminou ali naquela praia, pois Mohamed teve de voltar para o Líbano, o país de sua família. "Quando fui procurar por ele, um amigo disse que ele já estava de partida. Deixei meu telefone e quando ele confirmou a notícia, fiquei muito mal", diz a adolescente.
No tempo em que o libanês ficou fora, a garota não manteve contato com ele. Depois de seis meses, ela soube que Mohamed tinha retornado ao Brasil e que estava morando novamente na praia, em outro bairro. Ela tentou encontrá-lo, mas em vão. Desse amor de férias ela guardou as promessas do menino: "Ele disse que um dia iria me encontrar para ficarmos juntos." Ela garante que tem em mente que vai encontrá-lo, mas para relembrar a rápida e inesquecível história de amor de verão.
Viva dia após dia
Para a psicóloga paulista Cibele Lucena é preciso saber lidar com esses casos de paixões de férias. "Não existe uma fórmula mágica para isso. As adolescentes vivem tudo com muita intensidade, passam do amor ao ódio e da alegria para a tristeza num piscar de olhos", explica. É muita ansiedade para as descobertas. O que deve-se evitar é colocar muita expectativa em novos acontecimentos, como conhecer alguém na praia e já querer que ele vire um namoro pós-férias. Claro que existe a possibilidade, principalmente se os dois forem da mesma cidade. Mas é bom deixar rolar, e ver o que vai ser dia após dia.
A magia do verão
Em julho do ano passado, Érika do Nascimento, de 16 anos, estava de mudança de Saquarema para Niterói, cidades do Rio de Janeiro, quando sua melhor amiga lhe apresentou o Michel, pois achava que os dois tinham muito em comum. "Como mudei de cidade, nos comunicávamos por msn, e viramos amigos. Depois, foi rolando um sentimento", conta a garota. Em janeiro deste ano, Érika não deixou o amor tirar férias. Foi curtir um descanso em Saquarema quando engatou um namoro com o Mih.
"Tudo aconteceu muito rápido. Sabe aqueles romances de beijar na chuva?" Ai, que lindo! O descanso terminou, mas o namoro desbrochou. Foram seis meses juntos, apesar de estarem em cidades diferentes, comunicando-se por bate-papo. Para ela, a distância atrapalhou bastante, mas acredita ter valido à pena enquanto e como durou. "Acho que devemos nos arriscar, viver, deixar rolar, o verão tem toda essa magia". Boa, garota!
Distância
"Hoje, com a Internet, tudo é possível, mas a questão - sempre - é a qualidade e a durabilidade do romance", diz a psicóloga, que faz um alerta para as adolescentes que só veem o namorado de vez em quando: "Antes de mais nada, questione-se sobre o que você espera e quer dessa situação. Essa é a maneira mais certa de obter sucesso em um tipo de relacionamento como esse ou de sair dele de uma maneira menos dolorida."
Que bom que as férias só estão começando... Vários dias só de curtição. Mas, vamos combinar? Nada de se machucar e chorar em pleno calor tropical! Também nada de viajar só pensando em encontrar a tampa da panela. A mágica troca de olhar, como a de Emily e Mohamed, surge do nada!
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